Meta dos cursos

Os CDIs nas comunidades atendem a três pressupostos básicos para seus cursos: devem ter autonomia de gestão, ser autossustentáveis e adotar o mesmo projeto pedagógico, rico em conteúdos sistematizados, discutidos em rede e construídos de forma coletiva.

Uso dos cursos na comunidade

Ao final dos quatro meses do curso básico, os alunos utilizam a tecnologia para encontrar soluções para problemas de suas comunidades, definidos por eles próprios. Esse processo envolve reflexões em grupo, debates, propostas, planejamento, execução de um plano de ação e conclusão do projeto social. Tudo é desenvolvido de modo participativo, visando unir esforços e talentos para transformar a realidade dos alunos. Os problemas selecionados pelos alunos nos cursos referem-se a abuso sexual, gravidez na adolescência, violência doméstica, direitos humanos, drogas e criminalidade, precariedade dos serviços de saúde e educação, meio ambiente, entre outros, por serem temas presentes no cotidiano das comunidades. Assim, apoiados pelos educadores, os alunos utilizam as habilidades técnicas adquiridas nos cursos do CDI para mobilizar suas comunidades, organizar pesquisas e campanhas de conscientização, sempre num trabalho conjunto para atingir um fim específico da maneira mais eficaz.

Método de aprendizagem

O método de aprendizagem permite que os indivíduos se tornem cidadãos ativos e mais bem informados, comprometidos com a mudança social e capazes de exercer o papel de agentes de transformação em suas comunidades, multiplicando as boas experiências e exemplos. Esse método se baseia em conceitos do renomado educador brasileiro Paulo Freire, que acreditava que a educação deveria ser usada como ferramenta para a mudança social e a formação cidadã. O projeto pedagógico dos cursos do CDI foi cuidadosamente elaborado para refletir as teorias de Freire e adaptá-las à era digital.

 

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